Não me sinto nem um pouco confortável quando me chamam de “cabelo”, aliás nunca me senti confortável quando as pessoas são chamadas pelas características mais abrasivas nas suas fisionomias só pela preguiça e incapacidade dos outros em decorar nomes.
Hoje eu liguei pra cabelereira e bati o martelo: Vou cortar o cabelo no sábado e ponto final.
É triste? é… é muito gostoso ter cabelão, mas o trampo que dá pra cuidar, pra quem tem muitos outros diversos trampos pra fazer acontecer enrosca tudo… e acaba fodendo a biela… esse é o motivo principal pelo qual estarei me livrando do excesso de pelo existente na minha cabeça… a vida ficou muito corrida em comparação ao que era dois anos atrás quando decidi fazer parte da nação guerreira barizona*
A parte triste é: Caiu a ficha, e eu percebi que como músico, as chances de eu me dar bem são quase zero e que eu cresci, sou grandinho, adultinho, tenho responsabilidades e preciso trabalhar pra ganhar a vida… ruim isso… e não seja hípócrita de dizer o contrário, ninguém gosta de trabalhar, todo mundo faz isso pra não morrer de fome e ponto final. Ahhhh se eu tivesse nascido rico… a história ia ser outra
Pois bem… comuniquei a morte da minha última fase cabeluda na vida… nada mais tenho a dizer
*Barizon: Ser casca grossa curtidor de Heavy Metal, normalmente vagabundo e largado que culturalmente sempre é tido como adorador do capeta.



